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DICAS INTERESSANTES

Como o mundo está produzindo vinhos cada vez melhores

Nos últimos anos, o mundo vem sendo surpreendido por uma variedade de vinhos excelentes, produzidos em regiões antes não tão reputadas. Mesmo os vinhos das regiões mais conhecidas em geral estão bem melhores. Hoje quase ninguém se surpreende ao ouvir falar de um grande vinho australiano ou do Sul da Itália. Qual o segredo deste sucesso? Diversos fatores contribuíram para esta melhoria, tanto no tratamento dos vinhedos, como a redução dos rendimentos, quanto nas técnicas utilizadas na cantina. No entanto, talvez nenhum tenha influido tanto quanto o controle de temperatura na fermentação. Na fermentação, o açúcar da uva é transformado em álcool pela ação das leveduras. Este é um processo que libera calor. Hoje se sabe que existem determinadas faixas de temperatura nas quais a fermentação resulta em vinhos melhores. Temperaturas muito altas prejudicam os tintos e em especial os brancos. Nas regiões vinícolas que tradicionalmente sempre produziram os melhores vinhos, o controle de temperatura na fermentação se dava de forma natural. Por serem regiões mais frias, quando a fermentação começava, no início do outono, as temperaturas já estavam mais baixas. Se a temperatura subisse dentro da cantina, bastava abrir as janelas para resfriar o ambiente. O mesmo não ocorria em regiões mais quentes como Portugal, o Sul da Itália e grande parte do Novo Mundo, já que no período da fermentação as temperaturas em geral continuavam bastante elevadas, a não ser em anos excepcionais, quando os vinhos resultavam melhores. O resultado do calor excessivo eram tintos pesados e brancos quase oxidados, sem grande elegância Nos últimos anos, mais e mais produtores foram instalando sistemas de controle de temperatura da fermentação e hoje é raro encontrar uma cantina que não conte com este recurso. Aliás, é um sistema bastante simples: quando a fermentação ocorre em tanques de aço inox basta circular água gelada pelas paredes do tanque sempre que a temperatura sobe além do desejado. Quando a fermentação acontece em tonéis ou barricas de madeira, basta mergulhar no mosto uma serpentina por onde circula água gelada. O resultado são os ótimos tintos e brancos que vêm surpreendendo o mundo. E isto nas regiões anteriormente menos conhecidas ou reputadas. É claro que muitas outras melhorias, como a redução do rendimento dos vinhedos, a melhor seleção das uvas e outros avanços técnicos na própria cantina, também foram muito importantes para o salto qualitativo que o vinho em geral apresentou nos últimos quinze anos. Mas sem dúvida o controle da temperatura de fermentação foi um dos mais inportantes.

Como o italiano Barbera virou um grande vinho

O Barbera é um vinho produzido no Piemonte com a uva de mesmo nome. Até alguns anos atrás era um vinho simples, rústico, muito ácido, consumido quase que só localmente. Era uma espécie de "patinho feio" da região, em meio aos grandes Barolo e Barbaresco e ao agradabilíssimo Dolcetto, até que o célebre enólogo francês Émile Peynaud sugeriu ao produtor Giacomo Bologno que colocasse o vinho recém fermentado para maturar em pequenos barris de carvalho novo, como sempre se fez em Bordeaux e como se faz hoje em dia com quase todos os grandes tintos do mundo. O Barbera ganhou uma outra dimensão, ficou mais estruturado, muito mais macio e acessível, muito mais complexo. Com isso o vinho começou a ganhar reconhecimento e a receber muito maior atenção dos próprios produtores, que deram aos seus Barbera um tratamento de grande vinho (menor produtividade, controle de temperatura de fermentação, melhor seleção das uvas, etc). Com isso, se pode dizer que os melhores exemplares produzidos hoje, principalmente nas regiões de Alba e Asti, são realmente grandes vinhos que ganham rapidamente prestígio internacional mas ainda mantêm um preço razoável.

Decantação de vinhos, velhos e jovens

Para que serve: decantar um vinho é passá-lo com cuidado da garrafa para um jarra ou recipiente de formato adequado (decanter). Todos sabem que um vinho tinto velho deve ser decantado para separar o líquido límpido do sedimento (borra) que se formou com o tempo e ficou depositado na parede ou no fundo da garrafa. O que muita gente talvez não saiba é que o vinho jovem também é muito beneficiado com a decantação, mas por um motivo diferente. A decantação funciona mais ou menos como um envelhecimento muito acelerado do vinho jovem, ajudando na oxigenação e liberação dos aromas.

Como fazer: para oxigenar o vinho (fazê-lo "respirar") não adianta nada abrir a garrafa poucos minutos antes de servi-lo, uma vez que não há nem tempo e nem uma área suficiente de contato entre o vinho e o ar no gargalo da garrafa para uma oxigenação eficiente. Por isso, no restaurante, na falta de uma jarra ou decanter, o melhor é abrir o vinho com a maior antecedência possível e já servir alguns copos, para que o nível do vinho fique bem abaixo do gargalo, garantindo uma área muito maior de contato entre o vinho e o ar. Além disso, o vinho evolui muito mais rápido no copo do que na garrrafa, não só porque a área de contato é muito maior no copo, como também porque houve uma grande agitação do vinho no momento do serviço. Assim, em vez de só abrir a garrafa e sugerir ao cliente que deixe o vinho "respirando" por algum tempo antes de servir, o que o garçom (ou sommelier) deve fazer é servir logo os copos e deixar o restante do vinho respirando dentro da garrafa. Se houver uma jarra (ou decanter) não tenha medo de agitá-la algumas vezes com firmeza para permitir uma máxima oxigenação do vinho jovem. Em casa já é possível fazer algo melhor, com mais antecedência.

Delicadeza: ao decantar vinhos velhos é absolutamente necessário não sacudir a garrafa para não misturar o depósito com o vinho. Não adianta nada, por exemplo, pegar uma garrafa que estava deitada na adega e transportá-la em pé até o local da decantação. A menos que você possa colocar a garrafa em pé um dia antes da decantação, o ideal é pegar a garrafa na adega e, movimentando-a o mínimo possível, passá-la para uma cesta, na qual ela continue deitada. Após tirar a rolha (ainda com a garrafa deitada na cesta) basta passar vagarosamente o conteudo para a jarra ou decanter, até perceber o primeiro sinal de depósito ou deixando sempre um pouco (o equivalente a uns 2 cm) na garrafa. Normalmente todo o depósito fica concentrado nesse restinho de um ou dois centímetros. O ideal é fazer toda essa operação na própria adega e depois levar a jarra ou decanter para a mesa.

Quanto tempo antes: quando jovens, grandes vinhos tintos encorpados (Barolo, Bordeaux, etc) melhoram incrívelmente quando abertos e decantados várias horas antes do serviço. Assim, um belo Barolo de menos de dez anos melhora muitíssimo se aberto e decantado umas doze horas antes. Não tenha receio de abrir a garrafa e decantar o vinho na hora do almoço para servi-lo na hora do jantar. Às vezes, o único problema é resistir à tentação de bebê-lo logo...Já os vinhos velhos devem ser consumidos logo após a decantação, porque, muitas vezes, decaem rapidamente. Como no mundo do vinho, felizmente, não existem regras fixas, você também vai encontrar vinhos velhos que evoluem bem no copo, às vezes por bastante tempo.

Vinhos brancos: alguns poucos grandes vinhos brancos jovem também devem ser decantados, para acelerar a oxigenação. É o caso dos maiores Borgonhas (Montrachet, Corton Charlemagne,etc), dos melhores Hermitage e de alguns poucos Chardonnay do novo mundo com menos de 3 anos de idade.


Chega de preconceito contra brancos!

Muita gente pensa que os grandes conhecedores de vinhos só bebem vinho tinto. Que absurdo! O conhecedor e apreciador de vinhos gosta do tinto, do branco, do seco, do doce, do tranquilo e do espumante. Todo vinho tem sua hora e seu lugar, mas não existe um verdadeiro conhecedor que dispense um belo vinho branco, seja como aperitivo, como vinho de meditação ou acompanhando a refeição. Não há tinto que vá melhor do que o branco como aperitivo ou acompanhando uma infinidade de pratos que combinam muito melhor com o branco do que com o tinto.Mas cuidado: não sirva o vinho branco muito resfriado, tanto para aproveitar todas as suas qualidades como para não atrapalhar a digestão. Não tenha dúvidas: todo conhecedor de vinhos também gosta muito dos brancos.

Como abrir e servir vinhos espumantes
Pode não parecer, mas abrir uma garrafa de champanhe pode ser muito perigoso (não somente para o bolso...). São muitos os casos de pessoas que chegaram a perder uma vista, atingida pela rolha do espumante. Ao tirar a rolha é preciso deixar sempre um polegar sobre ela, para apará-la caso ela saia de repente da garrafa, com muita velocidade. Para abrir a garrafa, tire o arame de proteção (sempre com o polegar da outra mão sobre a rolha), segure a rolha com firmeza e gire (ou a garrafa ou a rolha) até soltá-la. Prossiga lentamente até que a rolha saia suavemente, sem estouro e sem desperdício de espuma e de líquido. É muito fácil evitar o excesso de espuma da taça: basta colocar um pouquinho de espumante em cada taça, cerca de um ou dois dedos (na horizontal...), para resfriá-la, e depois completar o serviço em todas as taças. O excesso de espuma, que chega a transbordar, ocorre porque há uma grande diferença entre a temperatura do líquido e a da taça. Colocar logo um pouco de espumante em cada taça é a maneira mais fácil e rápida de eliminar o problema. Evite também deixar qualquer resíduo de detergente ao lavar a taça, pois ele inibe a liberação das bolhinhas. Como os espumantes devem ser servidos bem resfriados (cerca de 7¼C) é sempre bom manter parte da garrafa no balde gelo. Bom proveito!

Temperatura de serviço dos vinhos brancos e tintos

Vinhos brancos
Aqui no Brasil os vinhos brancos são geralmente servidos gelados demais. Com isso, o vinho não libera seu aroma e amortece as papilas gustativas, impedindo que apreciemos também o seu sabor. Talvez por isso muita gente não beba vinho branco, mas a culpa é da temperatura, não do vinho. Um grande Borgonha branco, por exemplo, é um vinho extraordinário, mas se servido a 7¼C quase não mostra suas qualidades, que seriam ressaltadas se fosse servido a uns 13 ou 14¼C. Além disso, na temperatura correta, é o acompanhamento ideal para inúmeros pratos, incluindo aves, vitela, etc, mas frio demais não combina com quase nada. A temperatura correta para os brancos mais encorpados é por volta de 13¼ e para os mais leves de cerca de 10¼. A temperatura na geladeira é normalmente de 7¼, enquanto que dentro do balde de gelo é de 0¼. Por isso, ao tirar o vinho da geladeira não se deve colocá-lo no balde de gelo, para evitar resfriá-lo demais. Se o vinho estiver guardado numa temperatura mais alta basta colocá-lo por alguns minutos no balde de gelo até atingir a temperatura correta entre 10¼ e 13¼, dependendo do vinho, e a partir daí o vinho deve ficar na mesa, fora do balde, caso contrário ficará resfriado demais. Resumindo, quando usado corretamente o balde de gelo é muito útil, mas se usado por muito tempo acaba impedindo o vinho de mostrar suas qualidades. Uma cerveja estupidamente gelada pode ser boa, mas resfriar demais o vinho branco é estupidez.

Vinhos tintos
Se os brancos são servidos frios demais por aqui, os tintos são muitas vezes servidos quentes demais, em particular no verão, naqueles restaurantes, a maioria, que não tem adega refrigerada. Como regra geral, nenhum vinho tinto deve ser servido a mais de 20¼C, sendo que os mais leves devem ser servidos ao redor de 17¼C. Se o vinho estiver muito quente é fácil resfriá-lo rapidamente. Em casa, o mais fácil é colocar a garrafa na geladeira uma hora antes de servi-lo. No restaurante o melhor é colocar a garrafa no balde de gelo por uns dois minutos. Um vinho tinto servido a mais de 20¼C torna-se desequilibrado, pesado, desagradável e não combina com a comida.

Abertura e decantação do vinho tinto
Decantar um vinho é passá-lo com cuidado da garrafa para um jarra ou recipiente de formato adequado (decanter). Todos sabem que um vinho tinto velho deve ser decantado para separar o líquido límpido do sedimento (borra) que se formou com o tempo e ficou depositado na parede ou no fundo da garrafa. O que muita gente talvez não saiba é que o vinho jovem também é muito beneficiado com a decantação, mas por um motivo diferente. A decantação funciona mais ou menos como um envelhecimento muito acelerado do vinho jovem, ajudando na oxigenação e liberação dos aromas. Para oxigenar o vinho (fazê-lo "respirar") não adianta nada abrir a garrafa poucos minutos antes de servi-lo, uma vez que não há nem tempo e nem uma área suficiente de contato entre o vinho e o ar no gargalo da garrafa para uma oxigenação eficiente. Por isso, no restaurante, na falta de uma jarra ou decanter, o melhor é abrir o vinho com a maior antecedência possível e já servir alguns copos, para que o nível do vinho fique bem abaixo do gargalo, garantindo uma área muito maior de contato entre o vinho e o ar. Além disso, o vinho evolui muito mais rápido no copo do que na garrrafa, não só porque a área de contato é muito maior no copo, como também porque houve uma grande agitação do vinho no momento do serviço. Assim, em vez de só abrir a garrafa e sugerir ao cliente que deixe o vinho "respirando" por algum tempo antes de servir, o que o garçom (ou sommelier) deve fazer é servir logo os copos e deixar o restante do vinho respirando dentro da garrafa. Se houver uma jarra (ou decanter) não tenha medo de agitá-la algumas vezes com firmeza para permitir uma máxima oxigenação do vinho jovem. Em casa já é possível fazer algo melhor. Quando jovens, grandes vinhos tintos encorpados (Barolo, Bordeaux, etc) melhoram incrívelmente quando abertos e decantados várias horas antes do serviço. Assim, um belo Barolo de menos de dez anos melhora muitíssimo se aberto e decantado umas doze horas do serviço. Não tenha receio de abrir a garrafa e decantar o vinho na hora do almoço para servi-lo na hora do jantar. Às vezes o único problema é resistir à tentação de bebê-lo logo...

- A APIAKA visando oferecer mais serviços a seus clientes está com uma parceria com a maior livraria virtual do país, a LIVRARIA CULTURA, onde o cliente poderá comprar (on line) livros sobre vinhos, whiskes, charutos, etc.

- O primeiro cuidado que devemos ter quando compramos um vinho em uma casa especializada, importadora, supermercado ou loja de conveniência é tomar conhecimento sobre o acondicionamento dos mesmos. Para isso observe se eles estão distantes da luz solar, o local deve ser bem ventilado e as garrafas devem estar armazenadas na posição horizontal pois desta forma o vinho garantirá sua longevidade.

- Procure sempre lojas que tenham rotatividade em suas mercadorias, ou seja, locais onde as mercadorias não permaneçam muito tempo nas prateleiras, pois assim, você terá mais chance de encontrar produtos com qualidade.

- A legislação européia é muita atuante quando o assunto é a qualidade do vinho. Todo vinho europeu obedece critérios rigorosos e de modo geral podem ser assim definidos:

....Vinho de Mesa - são vinhos oriundos do corte de vários vinhos desta categoria, de origem diversas, visando obter um vinho equilibrado e que possua um teor alcóolico de no mínimo 8,5 GL devendo apresentar no rótulo apenas o teor alcoólico e a marca do vinho sem nenhuma denominação de sua origem.

Na França - Vin de Table
Na Italia - Vino da Tavola
Portugual - Vinho de Mesa
Na Alemanha- Tafelwein

....Vinho Regional - são vinhos de mesa que já trazem no rótulo uma determinada região e que apresentem teor alcóolico no mínimo de 9,5 ou 10 GL dependendo da região.
- Na França - Vins de Pays
- Na Alemanha - Deutscher Landwien (Dificilmente encontrado no Brasil)

....Vinhos de Origem Controlada (AOC) - são vinhos elaborados sob condições precisas para cada um deles, através de decreto ministerial que controla a região de produção, a variedade permitida na região, teor alcóolico, métodos de vinificação, rendimento máximo permitido, etc. No rótulo trazem a seguinte denominação:
- Appellation d'origem contrôlee (AOC) para vinhos franceses
- Denominazione di origine controllata e garantita (DOCG) para os italianos
- Denoninación de origen calificada (DOC) para os espanhóis
- Denominacao de origem controlada (DOC) para os portugueses
- Para os Alemães duas categorias:
Qualitatswein Bestimmten Anbaugebiete - Q.B.A. (Vinhos de qualidade das melhores regiões). Na maioria chamado apenas de Qualitatswein.
Qualitatswein Mit Pradikat - Q.M.P. (Vinhos de Qualidade com predicado): Kabinett (Gabinete ou Reserva), Spatlese (Colheita Tardia), Auslese (Colheita Selecionada), Beerenauslese (Colheita de Bagos Selecionados), Trockenbeerenauslese (Colheita de Bagos Secos Selecionados) e Eiswein (Vinho de Gelo).
*No Brasil encontramos com facilidade os Q.B.A e os Q.M.P (Kabinet, Splatlese, Auslese, Beerenauslese).

-Você sabia que segundo a legislação francesa um vinho espumante só poderá ser chamado de champagne se ele for originário da Região de Champagne e quando utilizado o método champenoise. Esse método consiste em uma fermentação m tonéis de carvalho e uma segunda na própria garrafa.

Breve estaremos lançando o , com promoções especiais, bonificações, etc. AGUARDEM !!

SITES INTERESSANTES

MOET CHANDOM:
http://www.moet.com/
REVISTA GULA:
http://www.gula.com.br/
FESTA DO VINHO: http://www.cyber.com.br/cybertour/brasil/sc/uug/
REVISTAS:
http://www.winetoday.com